A Vó foi uma verdadeira matriarca. Sempre atenta para os assuntos da família e preocupada com decisões tomadas "pelos seus".
O interessante é que por meio de perguntas que pareciam até despretenciosas, o Vó ficava sabendo de tudo que estava acontecendo, como estavam os estudos, quem está namorando e com quem, como estão os planos, trabalho, etc.
É difícil pensar em tudo que aprendi com a Vó. Ontem mesmo estava comendo morango com o Thomas e a Louise, lembrei de quão valioso era chegar na casa da Vó e ser agraciado com um copo com morangos da horta dela.
Lembro claramente a bolsa de escrituras que ganhei quando fui batizado e o acompanhamento constante até ir para a missão.
Quando o chamado chegou, lá estava a Vó preocupada com o "enxoval". Saiu comigo para comprar terno, camisa e meias, além de me passar o cartão de uma conta na CEF com uma valiosa e sagrada poupança. Não pelo valor, mas pelo símbolo.
Desde o mais precioso bem que temos que é o Evangelho, até em pequenos detalhes, como acender o fogo no fogão à lenha, levarei comigo impressões marcantes da nossa querida Vó Dalila.
Rafael Rebicki
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